Moro em um palácio que me lembra todo dia que meu coração foi quebrado. São as lembranças em cada toque, do despertar ao adormecer, que me fazem querer você de volta. Mas agora que você já se foi, não volta mais, porque eu já esqueci você. Eu prefiro viver na ilusão, com alguém que gosta de mim mesmo que eu o ache desprezível, do que voltar pra você, porque eu te amo tanto que esse amor todo só me faz sofrer.
Ao invés de definhar, eu vou me aproveitar de alguém.
Cortem as cabeças.
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Não tenho o menor direito de ter ciúme de você, e no entanto quero arrancar os cabelos dela um a um. Quero quebrar os dentes dela quando ela sorri e arrancar as unhas dela quando ela estende a mão para cumprimentar.
Eu nem a conheço e já a detesto. Sou infantil, ciumenta e egoísta, e se você não pode ser meu, que não seja de ninguém. Não me importo com o que os outros pensem. Sou assim.
E quero que ela desapareça da face do planeta pra sempre.
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Sou tão dependente das nossas conversas que dói fisicamente quando você não aparece.
Idiota.
Não sei se eu ou você que nem percebe.
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Se você fosse menos atencioso e me amasse menos, seria muito mais simples decidir o que fazer. Não quero partir seu coração e nem pôr a perder tudo que temos. Mas parece que preciso. Ou será que não?
Eu não sei. Tenho medo de tomar decisões erradas. Pode ser só uma fase, uma sensação, um momento. E se eu deixar de ter você por conta de um cálculo mal feito, serei uma pessoa muito infeliz. E você, idem.
Porcaria de dúvidas. Onde estão as paixões fulminantes que não deixam margem à pensamentos indecisos?

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Eu tinha me esquecido daqui, mas meu reader me relembrou quando vi umas postagens pipocando. E aí resolvi aproveitar.
É interessante como as vezes a gente conhece pessoas e faz um “clique”. Encaixa. A conversa flui, o papo funciona e te faz pensar.
Conheci uma pessoa assim recentemente e hoje tivemos uma conversa profunda que me acordou pra algumas coisas.
Não foi uma conversa triste; não foi uma conversa deprimente; não foi uma conversa terrível. Mas ela me fez perceber que you can’t always get what you want.
But if you try sometimes you might find you get what you need. Não é?
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Depois de enfrentar um gigante, matar ogros, encarar a fúria do rei, brigar com a fada-madrinha e expulsar a madrasta malvada, finalmente a princesa e o príncipe se casaram. E foram felizes pra sempre.Viviam em amor, em harmonia e felicidade.E o reino era feliz porque a princesa e o príncipe eram felizes, e um dia eles seriam reis de um reino feliz.
Até que um dia a princesa conheceu o arquiduque do reino ao lado e caiu de amores. E a princesa se encantou com seus olhos, e suas mãos, e o modo como portava a espada ao lado. Ela sorriu para o arquiduque e lhe concedeu uma dança, e eles dançaram um minueto no salão real. Aquela dança foi tão bonita que naquele instante o coração da princesa foi tomado. E a princesa nunca falou disso pra ninguem, ninguem mesmo. Ela via o arquiduque nas festas dos reinos, ela o encontrava nos bailes reais. E o arquiduque, respeitosamente, nada fazia. Ele esperava que a princesa fizesse alguma coisa. Ele era um arquiduque, e a princesa era uma princesa. Ela precisava escolher. E noite após noite a princesa se deitava, e amava seu príncipe, e pensava no arquiduque. E chorava, porque doía muito pensar no arquiduque e jamais tocá-lo. E a princesa chorou, e chorou, e entristeceu-se, porque ela realmente amava seu príncipe. E ela achou que a paixão pelo arquiduque fosse menor.
E a princesa não quis deixar seu príncipe.
Porque não existem canções sobre a princesa que deixa o príncipe pra ficar com um arquiduque. E a princesa sabia que contos de fadas, quando chegam ao “viveram felizes para sempre” devem continuar assim. E a princesa voltou ao seu castelo, bordou no seu bastidor uma e outra flor no linho de seu lençol, e fiou na sua roca, e teceu em seu tear e viveu com seu príncipe. Para sempre.
Não se sabe se a princesa foi feliz ou se ficou velha e amarga ou se arrependeu-se e chorou triste seu arquiduque e seu amor perdido. A história acaba antes de chegar até ali.
A história acaba no “e viveram felizes para sempre”. E foi nisso que a princesa acreditou.
Hoje o meu coração respira por aparelhos. Ele quer viver tão intensamente quanto jamais o fez, quer se apaixonar como jamais se apaixonou, quer amar pra sempre.
Mas hoje, ele respira por aparelhos.

